Continuação da viagem ao Hawaii (ainda em ordem cronológica).
Dia 28/fev: chuva... muita chuva...
Dia 01/mar: PRAIAS e LU'AU
Depois de 2 dias praticamente perdidos (turisticamente falando, porque o primeiro dia foi o "do tsunami" e o segundo dia foi muito proveitoso para descansar e curtir um bom papo com os amigos), resolvemos começar a explorar a ilha pela costa oeste (onde estávamos hospedados). Aí deu para entender porque o Hawaii é o paraíso dos surfistas. Ondas lindas, enormes, muito longas, quebrando em tubos perfeitos, água de um azul transparente e brilhante. Fantástico, lindo, hipnotizante. Rodrigo e João (primos), vocês têm que ir para lá! E o interessante é que vimos algumas áreas para surf que não eram praias. Eram apenas um pedaço do mar! O surfistas desciam pelo barranco, chegavam em uma pedras e de lá se jogavam no mar e iam remando para onde as ondas se formavam. Demais!
Como o dia foi mais light, à noite decidimos ir a um autêntico Lu'au (é assim que se escreve luau no Hawaii!). Lu'au nada mais é do que uma celebração de algum evento, como aniversário, casamento, nascimento de filhos, formatura... Em geral eles assam um porco inteiro, dançam a Hula e cantam. Foi super interessante conhecer um pouquinho mais da cultura havaiana através desse show. Tirando o vento que soprava muuuuito forte (e como venta naquela ilha...), a experiência foi ótima!


Dia 02/mar: PÉ NA ESTRADA
Existe uma cidade na costa leste de Maui chamada Hana. A cidade é bem pequenininha, não tem absolutamente nada demais. Nem a praia de lá é bonita. Mas essa cidade é muito famosa pela estrada que leva até ela, a famosa "Road to Hana". Para ser poética, posso dizer que Hana é uma metáfora da vida: o que importa não é o destino, mas é o caminho. É uma estrada estreita, com muitas curvas onde só passa um carro por vez, que ora beira o oceano, ora passa no meio da floresta (quase que debaixo de cachoeiras). São uns 60km que merecem ser muitíssimo bem aproveitados. Até porque, se não forem bem aproveitados, a viagem toda parecerá um grande desperdício de tempo (porque Hana não tem nada mesmo...).
Esse passeio foi bem cansativo. Saímos às 7 da manhã e chegamos no hotel de volta umas 8 da noite. Apesar de mega cansados (principalmente os motoristas), decidimos aproveitar o bom tempo para acordar no no dia seguinte de madrugada para ver o nascer do sol. Ops, esse é assunto para o dia 03.
Dia 03/mar: MÃO NAS NUVENS
Um dos passeios mais 'famosos' da ilha é ir assistir ao nascer do sol do alto do vulcão (inativo) Haleakala. Então às 3:30hs da manhã já estávamos no carro, e depois de umas 2 horas na estrada chegamos ao topo do vulcão, a mais de 3.000 metros de altura. Ainda estava noite, e era essa mesma a intenção: chegar lá com o céu ainda bem escuro, para poder ver cada nuance do nascer do sol.
Pode parecer meio besta achar o máximo ver o nascer do sol no Hawaii, afinal de contas, no Brasil temos milhares de kilômetros de praias dispostas a nos apresentar as alvoradas mais lindas do mundo, todos os dias. Então qual a graça de subir em uma montanha para ver mais um nascer do sol? Bem, primeiro: quem aí acordou de madrugada na última ida à praia para ver o amanhecer?!?!? Segundo: não é subir em qualquer montanha... é uma montanha muito alta. Alta o suficiente para ter seu topo acima das nuvens. Então o nascer do sol não é em um horizonte de mar, mas num horizonte de nuvem (que parece um mar fofinho!!!). E não é como ver as nuvens de um avião, porque no avião não dá para encostar, não dá sentir o geladinho da água meio evaporada e meio líquida...(e bota geladinho nisso).
Acho que esse é o encanto do passeio ao Haleakala: é saber (e sentir) que estamos acima da nuvem e é ver o sol, que nasce todo dia, de um jeito diferente (e lembrar que a beleza está nos olhos dispostos a ver a beleza, afinal, o sol 'tá lá todo dia, mas no dia 03 a gente acordou disposto a admirar o espetáculo!).
Na descida da montanha eu só lembrava da tia Vera e do tio Danilo, porque tem uma galera que sobe a montanha de madrugada de van e, quando o sol nasce, desce os ~50km de bicicleta. Baita passeio legal!
OBS: as pérolas desse passeio foram:
- André colocou para tocar "Here comes the sun"(The Beatles), quando o sol começou a nascer. Todos os turistas em volta se divertiram!!!
- Thiago exclamando, com tom de surpresa: "o sol é redondo!!!"
- Bruno dormindo em pé!
Dia 04/mar: VIDA LOCAL
No último dia "útil" no Hawaii o plano era ir mergulhar, mas devido ao vento forte não havia saídas de barco. Então ficamos curtindo a piscina e a praia do hotel (que é uma das mais bonitas da ilha), e à noite fomos até a cidade de Lahaina, bem próxima do hotel. A cidade é muito charmosa, com as lojinhas na beira do mar vendendo pérolas (que são super abundantes por lá), camisas e vestidos floridos, quadros, souvenirs em geral, ótimos restaurantes.... acho que tirando as pérolas, é uma cidadezinha de praia típica.
E falando em 'típico', o abacaxi é bem popular no estado, e é reconhecido nos EUA inteiro pela sua qualidade. Nós provamos o abacaxi havaiano e, de fato, é beeem docinho. Mas nada que não se encontre no Brasil. Lá também tem muita cana (caldo de cana, palito de cana...) e frutas tropicais. Hummm... nada de novo para a gente... o Brasil ainda dá de 1.000 em termos de frutas!
Outra coisa bem comum no Hawaii, principalmente entre Dezembro e Abril, são as baleias jubarte. Durante essa época elas estão em período reprodutivo, e vão para as ilhas Havaianas para fugir das orcas, que gostam dos filhotes de jubarte, mas não gostam das águas quentes dos trópicos. Era muito legal ficar olhando para o mar procurando jatos de água e, assim que a gente via um, era só apertar a vista para ver as baleias na superfície da água.
Dia 05/mar: fim!
Sexta-feira foi o dia de empacotar e voltar para Ann Arbor. A saída do avião foi super pontual, o vôo foi super tranqüilo, e chegamos aqui em Michigan a tempo de ver o 3º nascer do sol da viagem (o primeiro foi no dia do tsunami, o segundo foi no Haleakala).
Agora é voltar à vida normal e começar a pensar na próxima viagem!
:-D
Mahalo por nos acompanharem aqui no blog, e aloha!
Bjs,
Lili
PS: Mahalo é obrigado em havaiano, e Aloha é um misto de oi, tchau, bem-vindo, saudações...