Momento em que o bebê é considerado "a termo" e que as expectativas se apuram, afinal, a partir dessa fatídica 38a semana um bebê é considerado formado, pronto para nascer e enfrentar o mundo aqui fora a qualquer momento.
Pois então, acho que a aproximação desse 'marco' da gravidez de "38 semanas" está mexendo um pouquinho comigo. Logo eu, que me considero uma grávida tranqüila, calma e pouco ansiosa, comecei a pensar em todos os detalhes para a chegada da nossa pequena essa semana, e bateu aquele frio na barriga... aquela ansiedade e quase uma angústia.
Será que eu sei onde estão as fraldas? E o algodão? Será que o lixinho que coloquei no quarto dela vai dar conta? E a decoração do quarto que não está pronta então... ai ai ai... daqui a pouco começaremos a receber visitas e o quarto dela não está "pronto"! E a mala da maternidade, será que está faltando alguma coisa? E o cotonete, será que já deixo ele na caixinha de higiene pessoal? E berço então... se já arrumo empoeira, se não arrumo fico com a sensação de que não há nada arrumado! E as visitas no hospital, será que vou estar bem para receber as pessoas? E a rotina quando chegar em casa, como vai ser? E quando o Bruno começar a trabalhar então... ui ui ui... não quero nem pensar...
- se eu não souber onde estão as fraldas, cotonetes, algodões, eu encontro. Se não encontrar, compro novos (até saber onde guardei)!
- se o lixinho do quarto for pequeno, providenciarei um maior.
- se a decoração do quarto não estiver pronta, e daí? Um quarto todo decoradinho não vai fazer dela uma pessoa mais feliz, pelo menos não durante os primeiros meses de vida!
- se estiver faltando algo (fundamental) na mala da maternidade, Bruno estará ao meu lado e poderá providenciar. Se não for fundamental, não importa!
- se o berço não estiver arrumado, uma ligação antes de sair da maternidade é suficiente para pedir para minha ajudante aqui em casa esticar o lençol.
- etc etc etc...
Enfim, essas são preocupações tolas, eu sei, mas que começam a me afligir pouco a pouco, conforme "a-hora" vai chegando, e eu preciso exercitar a reflexão e a auto-crítica para controlar meus humores e não deixar que virem um bicho-papão que me impeça de dormir ou que me estresse durante o dia.
Com o momento do parto em si eu não me preocupo (pelo menos ainda não me preocupei!). Acho que essa é a parte mais natural para mim. A hora que chegar, chegou. Acho que o corpo saberá o que fazer, e confio no apoio que o Bruno, minha médica e o hospital me darão.
Bom, mas estou só com 38 semanas e, apesar de um bebê nascido de 38 semanas ter todos os pré-requisitos para nascer saudável e forte, a gravidez humana ainda dura, em média, 280 dias, ou 40 semanas, ou 10 meses lunares (de 4 semanas) ou 9,5 meses no calendário tradicional. Por mais que a gente viva em um mundo moderno onde tudo é acelerado, algumas coisas ainda não mudaram, e o período de gestação é uma delas. Ou seja, ainda devo esperar mais umas duas semanas até chegar a hora de conhecer o rostinho de Clara. Tenho certeza de que a ansiedade vai aumentar a cada dia, mas vou aproveitar o lado bom desse sentimento para me preparar para a chegada da nossa pequena. Ou seja, quero entender o que me causa ansiedade, e remediar. Nem que o remédio seja escrever um post aqui no blog!!!
E para finalizar o post, uma foto tirada hoje (37 semanas e 4 dias):
Bjs,
Lili
OBS: tenho uma livrinho chamado "Palavra de Criança" onde alguns sentimentos são "traduzidos" para uma linguagem de criança. Eu o acho fantástico, e fui lá buscar a definição de "ansiedade". A resposta: "...é quando a gente perde a confiança e deixa o medo enganar a gente. Quando isso acontece, nosso estômago vai ficando apertado, tão apertado que a gente esquece de respirar./Respire mais. Expire seus medos e inspire mais confiança".
















