domingo, 26 de setembro de 2010

Canadá

OBS: escrevi esse posto ao longo de vários dias, e decidi terminar de escrever logo hoje para publicar de uma vez as fotos da viagem. Então não revisei texto nem para ver se está bom, coerente, nem para ver se tem erros de português ou concordância. Sorry...

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U-A-U. Para variar o tempo está passando muuuito rápido por aqui. Pensei que eu estava com o blog em dia, mas acabei de ver que a última atualização foi há mais de 15 dias. Já tenho um monte de coisas para contar sobre a volta às aulas, mas antes quero contar um pouco sobre a viagem para o Canadá.

Para quem não sabe, Ann Arbor está a menos de 60km* de distância do Canadá, então decidimos aproveitar o final das férias de verão para conhecer melhor nosso vizinho.

* considerando que cruzamos a fronteira em Windsor, cidade que faz divisa com Detroit.

A primeira dica de que cruzamos a fronteira (além da alfândega), é ver as placas no sistema métrico. Ai, que delícia ver kilômetros ao invés de milhas (mesmo o kilômetro sendo “mais longe que milha”, ainda assim prefiro!).

Partimos de Ann Arbor no dia 17 de agosto e seguimos para Kitchener/Ontário. A razão dessa parada em Kitchener foi mais do que especial: visitar a Carolzinha e o Mike!

Foi fantástico reencontrá-la e conhecer a casa deliciosa na cidade deliciosa com a cachorrinha mais deliciosa desse mundo (Lola!). Além de colocar o papo em dia, Carol e Mike nos apresentaram a região, e fizemos programas fantásticos:

- Niagara Falls: impressionante aquela queda d’água monstruosa quase no meio da cidade!!! Acho que isso foi o que mais me impressionou. Você vai dirigindo seguindo as plaquinhas para Niagara e até que: PUFT... TCHÃN-NÃNS: lá está aquela fumaceira saindo das cataratas. A rua com a cidade do lado direito, uma gradinha e as cataratas do lado esquerdo. Simples assim! A cor da água é de um azul-esverdeado lindo, hipnotizante.

Eu nunca foi a Foz do Iguaçu (que vergonha), então não posso fazer comparações. O Bruno disse que a água de Foz do Iguaçu não é tão cristalina quanto em Niágara, mas que a geografia, no geral, é mais bonita. Só posso dizer que eu preciso visitar a Cataratas brasileiras...

- Niagara-on-the-Lake: bem próxima das cataratas fica essa cidadezinha charmozíssima. Lembra muito Saugatuck, em Michigan, mas com mais parques, mais flores e mais turistas!

- Visita a vinícola: a região de Niagara possui muitas vinícolas, e visitamos uma que fica na beira do lago, linda. O mais legal desse passeio foi que o pacote de visita incluía uma cesta com sanduichinho gourmet, salada, sobremesa, vinho e copos para fazer piquenique. Então depois do tour fomos para a beira do lago, estendemos um cobertor na grama e sentamos para fazer um piquenique regado a vinho e delicioso bate-papo. Só faltou a Lola!

- Cambridge and Paris: não, não fomos para Inglaterra nem para França. Essa são cidades próximas de Kitchener e que são muito charmosas e únicas. Paris, especialmente. Fica na beira do Grand River e tem uma ruazinha principal com inúmeros shops beirando o rio. Uma gracinha!

- Toronto: interessante, acho essa a palavra para Toronto. Como várias pessoas já tinham me dito, não é uma cidade muito turística, mas é uma cidade grande interessante. Tem um museu muito legal (a parte nova da Galeria de Arte de Toronto reproduz o interior de um caso de navio!), a bela área na beira do lago Ontario, a originalidade do Distillery Discrit (que é uma área que possuía fábricas antigas que foram transformadas em lojas, restaurantes e cafés) e um astral de cidade grande moderna, liberal, descontraída. Ah, tem trânsito, muuuuito trânsito na cidade!

- Em Kitchener fizemos um programa delicioso que foi andar de canoa pelo Grand River. Uma paaaaz...

Depois dessa primeira parada, fomos para Montreal. Mas como Montreal é mais longe (uns 650 km), paramos no meio do caminho em Kingston. Uma cidade que fica na metade do caminho, e no começo do Rio São Lourenço (que é um dos principais rios do Canadá, por ser uma rota para o Oceano Atlântico).

Chegamos em Montreal (que mais parece se chamar “Monrrêáll”) no dia 22, e fomos conhecer as redondezas perto do hotel (que felizmente era muitíssimo bem localizado!).

Aproveitamos para já experimentar um dos pratos mais típicos do Canadá francês: poutine. Uma bomba calórica deliciosa feita de batata-frita+queijo+gravy (um molho que lembra vagamente molho madeira).

O que mais gostamos de Montreal foi um bairro chamado Platêau-Mont-Royal, que eu diria que é a Vila Madalena da cidade. É um bairro colorido, descontraído, pouco turístico, cheio de imigrantes portugueses (comemos bolinho de bacalhau!).

O resto da cidade é interessante. Mas só.

Ah, por curiosidade, jantamos em um restaurante chamado O-Noir, cujo diferencial não é exatamente a comida, mas sim a experiência de se comer no ESCURO. E não é com venda no olho não, é na escuridão total mesmo. Todos os garçons são cegos, e nos guiam até a mesa. Há a opção de se escolher o prato antes de entrar (eu escolhi), ou você pode escolher o prato surpresa (o Bruno escolheu). Ai... essa experiência merece um post só para ela...

Depois de 3 dias explorando a cidade fomos para Québec City (ou Ville-de-Québec!).

Demos um pouco de azar porque pegamos um tempinho chuvoso nos primeiros dois dias. Mas felizmente tivemos um dia de sol para poder rever toda a cidade e se encantar um pouco mais pela cidade.

Québec tem muita história e uma arquitetura toda charmosa, o que é muito legal. Mas ao mesmo tempo é muito inundada de turistas (nós, inclusive!), o que achei que tirou um pouco do charme da cidade. Até mesmo um dos principais pontos turísticos da cidade é um hotel (Chatêau Frontenac, lindo, mas é um hotel!).

Lá comemos a melhor raclete de todos os tempos (valeu pela dica, Jussara!!!).

Dia 28 chegamos em Ottawa, capital do Canadá e basicamente a única cidade verdadeiramente bilíngüe (pelo menos essa foi a impressão que tivemos!).

Ottawa foi uma surpresa deliciosa que tivemos. O Parlamento, os museus (por dentro e por fora), o Rideau-Canal... fantástico!

Uma das melhores coisas que fizemos lá foi alugar uma bicicleta e passar o dia pedalando. Acho que pedalamos uns 30 kilômetros, descobrindo vistas lindas do parlamento e cantinhos interessantes da cidade.

A outra melhor coisa foi assistir a um show de luzes e musica ao ar livre. É um filme de 30 minutos projetado no prédio do Parlamento, contando a história do Canadá. Embasbacador (tive que inventar uma palavra para tentar descrever a genialidade desse espetáculo)!!!

Dia 31 pegamos o caminho de volta pra casa. Paramos em Kitchener de novo para dar mais um abraço na Carol e no Mike, e no dia 01 voltamos para Ann Arbor para recomeçar a 2a temporada do MBA.

Se eu precisasse resumir a experiência no Canadá, humm... difícil. Acho que não encontramos nada muito único e proprietário no país. É como se cada canto fosse uma colagem de alguma outra cultura e que, provavelmente por falta de tempo, ainda não se misturaram por completo. Percebe-se um esforço grande de reafirmação (e até mesmo de construção) da própria nacionalidade, com muitíssimas bandeiras espalhadas por todo o canto, mas às vezes ainda temos a impressão de estar nos Estados Unidos, ou em alguma cidade européia. Acho que é por isso que os artistas canadenses pintaram tanto a natureza* (é o que é dos canadenses e ninguém tasca!). Enfim, não sei. Acho que a melhor forma de entender mais o Canadá é indo para lá mesmo. E, definitivamente, a visita valerá a pena!

*Carol, obrigada pela aula no museu!

Bom, acho que é isso. Agora posso colocar as fotos (estão na janela lateral do blog)!

Bjs e até o próximo post!

Lili

3 comentários:

  1. Lili,

    Do que vocês conheceram, no Canadá, só visitei Toronto. Meu coração só conseguiu bater forte quando cheguei/conheci Vancouver. Mesmo assim, uma coisa preciso valorizar: os canadenses são bem simpáticos.
    Beijos e boa semana! Rosa

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  2. Achei engraçada essa sua percepção da colagem... Porque nunca conversamos sobre isso assim, diretamente, e é exatamente essa "falta de identidade" que vem a identidade do Canadá. Aliás, se auto-idenficam como um "mosaic", ao invés do "melting-pot" Americano. Não fui eu que inventei essa expressão não - é usada aqui por políticos, historiadores, etc. E depois de morar aqui há muitos anos, é que eu estou começando a realmente sentir que a identidade do Canadá vem justamente da falta de necessidade de se explicar, ou se misturar. É o que é, com tantos que o fazem, do jeito que querem. Claro que existem problemas nessa analogia do mosaico, mas é interessante que com o passar do tempo, vc percebe que é justamente assim que o país se define - e sem inteções de mudar. Beijos! Adorei vcs virem aqui - nos vemos logo, e dessa vez ai!

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