Clara é brava!
Como eu mencionei no post anterior, essa noite eu comecei a ensiná-la a dormir sem a chupeta. No começo, 3:30 da manhã, era só um resmungo sonolento, mas como eu não dei a chupeta para ela na hora (o que geralmente eu fazia sem ela nem perceber), o resmungo aumentou de volume e ela acordou. Clara até deu um sorrisinho quando me viu ali, debruçada no berço, e se acalmou com um cafunezinho e um "shhh shhh" ritmado. Mas suas tentativas sem sucesso de dormir foram deixando-a desconfortável, e ela manifestou esse desconforto chorando. Então eu a peguei no colo e ela se acalmou. Coloquei-a novamente no berço, e o choro voltou.
Eu a peguei no colo e ela se acalmou. Coloquei-a novamente no berço, e o choro voltou.
Eu a peguei no colo e ela se acalmou. Coloquei-a novamente no berço, e o choro voltou.
Eu a peguei no colo e ela se acalmou. Coloquei-a novamente no berço, e o choro voltou.
Eu a peguei no colo e ela se acalmou. Coloquei-a novamente no berço, e o choro aumentou.
Eu a peguei no colo e ela se não se acalmou. Começou a se contorcer no meu colo.
Coloquei-a novamente no berço, chorando.
No começo o choro parecia de desconforto.
Depois o choro parecia de frustração.
Depois parecia angústia.
Depois revolta.
Raiva.
Então desespero.
Nesse momento eu a peguei novamente no colo, e ela se acalmou em meus braços, soluçando profundamente.
Antes que ela dormisse, coloquei-a novamente no berço. E ela voltou a chorar.
Peguei-a novamente no colo, e ela se acalmou, soluçando profundamente.
Antes que ela dormisse, coloquei-a novamente no berço. Ela fechou os olhinhos, se virou de um lado e, vencida pelo cansaço, ficou quietinha.
Poucos minutos depois, ela se virou para o outro lado e, embalada pelos soluços, finalmente adormeceu. Era 6:30 da manhã.
Durante todo esse tempo, eu conversava calmamente com ela, explicando o que estava acontecendo. Eu sabia que ela chorava porque não conseguia dormir sozinha, e isso aconteceu porque EU deixei que ela se acostumasse a dormir com a chupeta. Então expliquei para ela que EU teria toda a paciência do mundo para ensiná-la a voltar a dormir sem precisar de nenhum acessório de conforto. E eu ficaria ali, com ela, até ela conseguir dormir.
Foi muito shh-shh, muita conversa sussurrada, cantigas de ninar, humm-humm-humm, orações ritmadas, cafuné, carinho na testa, mãozinha nas costas, na barriga, no bumbum. Meu amor pra cá, meu anjinho pra lá...
Enfim, vou continuar nesse treinamento por pelo menos 1 semana. É preciso ter consistência e firmeza, senão essas atitudes só vão gerar insegurança e ansiedade na pequena (e frustração na mãe!).
Mas confesso que no meio da madrugada, dentre os variados choros da Clara, eu dei risada durante a versão "raivosa" dele. Ela ficou brava mesmo, querendo morder o protetor de cama, batendo os bracinhos com MUITA força, franzindo a testa, quase rugindo com a garganta!!!
E aí lembrei de um videozinho que fiz dela no meio da semana, em que ela brigava com o seu tapetinho de borracha: ela descobriu que tem uma parte do tapetinho que sai, e que é uma delícia de morder. E aí, quando ela tentava puxar e a pecinha não vinha - ou porque o pé dela estava na frente ou porque ela estava sentada em cima - ela ficava brava e reclamava! Tudo bem que ela estava morrendo de sono, mas isso não justifica os suspiros reclamões dela. Afinal, quando ela descobriu que estava sendo filmada ficou toda serelepe!
Seguem os videozinhos que acabei de descrever: no primeiro ela se delicia mordendo a borrachinha do tapetem, e no segundo ela briga com a pecinha que ela não conseguia pegar:
Bom, é isso. Vou dormir agora à tarde para me preparar para mais uma noite em que tudo pode acontecer!
Bjs,
Lili
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