quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O retorno (ao blog)

Queridos,
Por motivos maiores eu me ausentei do blog por muito mais tempo do que eu planejado. Mas além de 'maiores', os motivos foram, antes de tudo, deliciosos (trabalho, viagens, aulas, projetos na faculdade, visitas, mais viagens...).
E para evitar períodos tão longos sem postagens, decidi experimentar esse aplicativo que permite que eu escreva e publique posts (com fotos e vídeos) diretamente do meu celular (BlogPress). Assim, mesmo quando estivermos viajando, poderemos compartilhar nossas experiências por aqui.
Provavelmente os posts serão menores e com mais erros de português (é meio chato escrever muito no celular, colocar acentos...), mas com certeza o blog será atualizado com mais freqüência.
E vamos lá! Viva a integração digital!!!

Bjs,
Lili

PS: o próximo post escreverei do computador (aí conto e mostro um pouco do que andamos fazendo no mês de Setembro e Outubro).




- Posted using BlogPress from my iPhone

Testing




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terça-feira, 28 de setembro de 2010

10 minutos: poutine e raclete

Sim, eu deveria estar trabalhando agora. Mas 'tô no intervalo de 10 minutos que eu me dou entre uma análise e outra (para oxigenar a cabeça, esticar as pernas e descansar a vista!).
Aí eu achei essas fotos no meu celular, e resolvi colocar aqui no blog para complementar o post do Canadá.
A foto do poutine ajuda a entender melhor como é essa delícia, e a foto da raclete é para mostrar uma forma diferente de se fazer esse prato. Ao invés de vários pedaços de queijos em diferentes chapinhas, nesse restaurante foi servido um pedação de queijo. Conforme o queijo ia derretendo, a gente se servia com uma espátula/faca como se estivesse pegando um patê cremoso. Mmnhãmi*!!!
*estou com mania de escrever as palavras como se fala... sei lá... uma coisa meio Guimarães Rosa... :-)

Ai... só tenho mais 2 minutos. E faltou esticar as pernas e descansar a vista...
Fui!

domingo, 26 de setembro de 2010

Canadá

OBS: escrevi esse posto ao longo de vários dias, e decidi terminar de escrever logo hoje para publicar de uma vez as fotos da viagem. Então não revisei texto nem para ver se está bom, coerente, nem para ver se tem erros de português ou concordância. Sorry...

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U-A-U. Para variar o tempo está passando muuuito rápido por aqui. Pensei que eu estava com o blog em dia, mas acabei de ver que a última atualização foi há mais de 15 dias. Já tenho um monte de coisas para contar sobre a volta às aulas, mas antes quero contar um pouco sobre a viagem para o Canadá.

Para quem não sabe, Ann Arbor está a menos de 60km* de distância do Canadá, então decidimos aproveitar o final das férias de verão para conhecer melhor nosso vizinho.

* considerando que cruzamos a fronteira em Windsor, cidade que faz divisa com Detroit.

A primeira dica de que cruzamos a fronteira (além da alfândega), é ver as placas no sistema métrico. Ai, que delícia ver kilômetros ao invés de milhas (mesmo o kilômetro sendo “mais longe que milha”, ainda assim prefiro!).

Partimos de Ann Arbor no dia 17 de agosto e seguimos para Kitchener/Ontário. A razão dessa parada em Kitchener foi mais do que especial: visitar a Carolzinha e o Mike!

Foi fantástico reencontrá-la e conhecer a casa deliciosa na cidade deliciosa com a cachorrinha mais deliciosa desse mundo (Lola!). Além de colocar o papo em dia, Carol e Mike nos apresentaram a região, e fizemos programas fantásticos:

- Niagara Falls: impressionante aquela queda d’água monstruosa quase no meio da cidade!!! Acho que isso foi o que mais me impressionou. Você vai dirigindo seguindo as plaquinhas para Niagara e até que: PUFT... TCHÃN-NÃNS: lá está aquela fumaceira saindo das cataratas. A rua com a cidade do lado direito, uma gradinha e as cataratas do lado esquerdo. Simples assim! A cor da água é de um azul-esverdeado lindo, hipnotizante.

Eu nunca foi a Foz do Iguaçu (que vergonha), então não posso fazer comparações. O Bruno disse que a água de Foz do Iguaçu não é tão cristalina quanto em Niágara, mas que a geografia, no geral, é mais bonita. Só posso dizer que eu preciso visitar a Cataratas brasileiras...

- Niagara-on-the-Lake: bem próxima das cataratas fica essa cidadezinha charmozíssima. Lembra muito Saugatuck, em Michigan, mas com mais parques, mais flores e mais turistas!

- Visita a vinícola: a região de Niagara possui muitas vinícolas, e visitamos uma que fica na beira do lago, linda. O mais legal desse passeio foi que o pacote de visita incluía uma cesta com sanduichinho gourmet, salada, sobremesa, vinho e copos para fazer piquenique. Então depois do tour fomos para a beira do lago, estendemos um cobertor na grama e sentamos para fazer um piquenique regado a vinho e delicioso bate-papo. Só faltou a Lola!

- Cambridge and Paris: não, não fomos para Inglaterra nem para França. Essa são cidades próximas de Kitchener e que são muito charmosas e únicas. Paris, especialmente. Fica na beira do Grand River e tem uma ruazinha principal com inúmeros shops beirando o rio. Uma gracinha!

- Toronto: interessante, acho essa a palavra para Toronto. Como várias pessoas já tinham me dito, não é uma cidade muito turística, mas é uma cidade grande interessante. Tem um museu muito legal (a parte nova da Galeria de Arte de Toronto reproduz o interior de um caso de navio!), a bela área na beira do lago Ontario, a originalidade do Distillery Discrit (que é uma área que possuía fábricas antigas que foram transformadas em lojas, restaurantes e cafés) e um astral de cidade grande moderna, liberal, descontraída. Ah, tem trânsito, muuuuito trânsito na cidade!

- Em Kitchener fizemos um programa delicioso que foi andar de canoa pelo Grand River. Uma paaaaz...

Depois dessa primeira parada, fomos para Montreal. Mas como Montreal é mais longe (uns 650 km), paramos no meio do caminho em Kingston. Uma cidade que fica na metade do caminho, e no começo do Rio São Lourenço (que é um dos principais rios do Canadá, por ser uma rota para o Oceano Atlântico).

Chegamos em Montreal (que mais parece se chamar “Monrrêáll”) no dia 22, e fomos conhecer as redondezas perto do hotel (que felizmente era muitíssimo bem localizado!).

Aproveitamos para já experimentar um dos pratos mais típicos do Canadá francês: poutine. Uma bomba calórica deliciosa feita de batata-frita+queijo+gravy (um molho que lembra vagamente molho madeira).

O que mais gostamos de Montreal foi um bairro chamado Platêau-Mont-Royal, que eu diria que é a Vila Madalena da cidade. É um bairro colorido, descontraído, pouco turístico, cheio de imigrantes portugueses (comemos bolinho de bacalhau!).

O resto da cidade é interessante. Mas só.

Ah, por curiosidade, jantamos em um restaurante chamado O-Noir, cujo diferencial não é exatamente a comida, mas sim a experiência de se comer no ESCURO. E não é com venda no olho não, é na escuridão total mesmo. Todos os garçons são cegos, e nos guiam até a mesa. Há a opção de se escolher o prato antes de entrar (eu escolhi), ou você pode escolher o prato surpresa (o Bruno escolheu). Ai... essa experiência merece um post só para ela...

Depois de 3 dias explorando a cidade fomos para Québec City (ou Ville-de-Québec!).

Demos um pouco de azar porque pegamos um tempinho chuvoso nos primeiros dois dias. Mas felizmente tivemos um dia de sol para poder rever toda a cidade e se encantar um pouco mais pela cidade.

Québec tem muita história e uma arquitetura toda charmosa, o que é muito legal. Mas ao mesmo tempo é muito inundada de turistas (nós, inclusive!), o que achei que tirou um pouco do charme da cidade. Até mesmo um dos principais pontos turísticos da cidade é um hotel (Chatêau Frontenac, lindo, mas é um hotel!).

Lá comemos a melhor raclete de todos os tempos (valeu pela dica, Jussara!!!).

Dia 28 chegamos em Ottawa, capital do Canadá e basicamente a única cidade verdadeiramente bilíngüe (pelo menos essa foi a impressão que tivemos!).

Ottawa foi uma surpresa deliciosa que tivemos. O Parlamento, os museus (por dentro e por fora), o Rideau-Canal... fantástico!

Uma das melhores coisas que fizemos lá foi alugar uma bicicleta e passar o dia pedalando. Acho que pedalamos uns 30 kilômetros, descobrindo vistas lindas do parlamento e cantinhos interessantes da cidade.

A outra melhor coisa foi assistir a um show de luzes e musica ao ar livre. É um filme de 30 minutos projetado no prédio do Parlamento, contando a história do Canadá. Embasbacador (tive que inventar uma palavra para tentar descrever a genialidade desse espetáculo)!!!

Dia 31 pegamos o caminho de volta pra casa. Paramos em Kitchener de novo para dar mais um abraço na Carol e no Mike, e no dia 01 voltamos para Ann Arbor para recomeçar a 2a temporada do MBA.

Se eu precisasse resumir a experiência no Canadá, humm... difícil. Acho que não encontramos nada muito único e proprietário no país. É como se cada canto fosse uma colagem de alguma outra cultura e que, provavelmente por falta de tempo, ainda não se misturaram por completo. Percebe-se um esforço grande de reafirmação (e até mesmo de construção) da própria nacionalidade, com muitíssimas bandeiras espalhadas por todo o canto, mas às vezes ainda temos a impressão de estar nos Estados Unidos, ou em alguma cidade européia. Acho que é por isso que os artistas canadenses pintaram tanto a natureza* (é o que é dos canadenses e ninguém tasca!). Enfim, não sei. Acho que a melhor forma de entender mais o Canadá é indo para lá mesmo. E, definitivamente, a visita valerá a pena!

*Carol, obrigada pela aula no museu!

Bom, acho que é isso. Agora posso colocar as fotos (estão na janela lateral do blog)!

Bjs e até o próximo post!

Lili

sábado, 11 de setembro de 2010

Feliz ano novo!

Chegamos aqui nos EUA dia 15 de Agosto em clima de ano novo: com muito entusiasmo, sensação de renovação, lista de resoluções, verão... Até parece estranho sentir toda essa energia agora, em pleno Agosto/Setembro, mas aqui no hemisfério norte é assim mesmo. Até porque a virada de um ano para outro por aqui não traz nada de novo, afinal, depois dos 15 dias de folga para as festas, todo mundo volta para a mesma sala de aula e mesmos compromissos. E acho que o frio congelante (que geralmente fica ainda pior depois do dia 01 de janeiro) faz com que o astral de comemoração e renovação dê espaço para um ambiente mais reflexivo e introspectivo.

Ano novo ou novo ano velho... enfim, não importa. Divagações à parte, acho que o fato de sabermos que esse é o último ano dessa experiência maravilhosa aqui em Ann Arbor faz com que a gente sinta uma urgência ainda maior de aproveitar cada minuto por aqui.

Por exemplo, uma das minhas resoluções para esse "ano novo" era resolver aquela janelinha com fotos que ficava aqui no blog (desde que eu troquei de computador não estava conseguindo atualizá-la). Pois bem: resolução cumprida! :-)

Finalmente consegui recolocar o 'slideshow' aqui no blog, o que será fundamental para mostrar as fotos do Canadá. São taaantas, que daria um trabalhão selecionar as melhores para colocar aqui. E enquanto eu não termino de escrever sobre a viagem, resolvi colocar as fotos que tirei ao longo do ano para registrar a mudança das estações por aqui, assim não estrago a surpresa sobre o que fizemos no terra do maple (lê-se 'mêipul' = aquela árvore com a folha símbolo do país)!

No(s) próximo(s) post(s) conto os detalhes dessa viagem!

Bjos,
Lili

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Resumo do "summer" no Brasil

Já estamos de volta à Ann Arbor. Mas antes de contar nossas aventuras por aqui desde que chegamos (dia 15/agosto), preciso cumprir o prometido e postar algumas fotos das nossas "férias de verão" no inverno do Brasil.

Antes de colocar as fotos aqui, acho que nossa estada no Brasil merece mais um post. Mas como estou ansiosa para escrever sobre nossa viagem para o Canadá, vou fazer um resuminho “à La Bruno” (ou seja, em ‘bullet points’ ou em ‘tópicos’):

- foi ótimo reencontrar amigas/os queridas/os e colocar o papo em dia. Eu fiquei

o muuuito feliz por estar no Brasil para abraçar a Charu quando ela descobriu que estava grávida;

o muuuito feliz por ter conhecido os Rafinhas;

o muuuito feliz por ter conhecido o Fabinho Jr (oops, Eduardinho);

o muuuito feliz por ter conseguido ir ao cinema no meio da tarde com a Ju e com a Mari;

o muuuito feliz por ter almoçado com a Jacy bem no meio da semana;

o muuuito feliz por ter visto a Isabela dentro e fora da barriga da Carol;

o muuuito feliz de ter conhecido a Luiza dentro da Barbara;

o muuuito feliz por ter encontrado os colegas tão queridos da Natura (mesmo que rapidamente);

o muuuito feliz pelo happy hour (e almocinho) na Vila Madá com amigas queridas e dar muitas gargalhadas;

o muuuito feliz por termos ido na festa junina da escola do André;

o e muito feliz também por ter conseguido encontrar nossos amigos de Ann Arbor algumas vezes em SP!

- fiquei triste por não termos podido ir para Monte Verde, e nem conseguido tempo para fazer um churrasquinho na casa da Lu;

- o fato de não termos casa em SP no final foi ótimo. Porque assim estávamos o tempo em todo em família: ou em SP, em Jundiaí, em Carmo de Minas ou no Recife.

- o almoço de dia dos pais em Jundiaí com a família Kemeny-Junqueira-Antunes toda reunida foi simplesmente sensacional (para ficar perfeito, só faltava o Gi com a Jô estarem lá...).

- infelizmente não consegui encontrar a tia Vera, tio Danilo, Diana, Rodrigo, João, Jussara, Tici.... voltei com um vazio... :-(

- felizmente os domingos eram inevitáveis, e junto dos domingos vinham as pizzas de domingo!

- o tempo e a agenda turbulenta de São Paulo inviabilizou outros tantos encontros com pessoas queridas... mas não importa, pq enquanto eu escrevo esse post, penso em todas elas, e sei que enquanto eu estiver por aqui, emails e msgs de Facebook continuarão rolando para manter a amizade viva!

- apesar de não encontrar pessoas queridas, encontrei algo terrivelmente abominável: o trânsito de São Paulo. Argh... não queria ter lembrado dele, assim como não queria ter lembrado da violência que paira no ar da cidade (são tantas as grades pelas ruas...).

- andando pelas ruas da cidade lembrei de uma coisa que eu sempre gostei (mas tinha esquecido que gostava), e que não tem por aqui (pelo menos não nas cidades que eu conheço): banca de jornal. Ô coisa boa que é uma banquinha de jornal na calçada, né?!

Bom, com certeza tem mais um monte de coisas sobre as quais eu poderia ter escrito. Mas vou deixar para uma próxima. Eu quero começar a escrever logo o post contando sobre a viagem do Canadá antes de a memória “esfrie”!

E finalmente... as fotos (totalmente SEM ordem lógica ou cronológica!)!!! Colocarei só algumas, resumindo um pouco do que fizemos e quem encontramos em terras brasileiras

(obs: não tirei nenhuma foto com a vovó Terezinha... então fica aqui registrado que nós fomos para o Carmo e aproveitamos cada minuto por lá! Desde a visita ao Pouso Alegre até a degustação da farofa de-li-ci-o-sa. Falando na farofa... mãe, você pode me passar aquela receita da vovó, please?! Dá para fazer aquela farofa amarelinha com a farinha que eu trouxe?!).



Bjs e até o próximo post (com as notícias e fotos do Canadá!),

Lili

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil-il-il

Eu queria que esse blog tivesse pelo menos uma atualização por mês. Mas, claramente, o mês de Junho passou mais rápido do que o previsto e, depois de tantos imprevistos, o mês passou.

Eu pensei em tentar boicotar o sistema aqui do blog para colocar um post retroativo, só para constar um texto no passado mês de Junho. Mas não... não adianta perder meu tempo tentando fingir que eu consegui administrar a passagem do tempo.

O tempo passou mesmo, e eu não parei para escrever e contar aqui o que a maioria de vocês já sabem: o que andamos fazendo aqui no Brasil!

Para os que não sabem, segue um resumo:

Bruno trabalha. Desde o dia 17 de maio ele trabalha enlouquecidamente.

Eu trabalhei. Do dia 7 de junho ao 28 de junho trabalhei enlouquecidamente.

Basicamente isso!

Entre um e outro intervalo, tentamos encaixar encontros com a família, com amigos daqui do Brasil, com amigos de Ann Arbor que estão no Brasil, com colegas de trabalho....

Confesso que está bem difícil administrar o tempo. A sensação constante é de estar devendo. Devendo visitas, encontros, presença.

Mas é assim mesmo. Acho que esse sentimento de “dever estar mais com todo mundo” é, no fundo, um imenso “querer estar” mais com todo mundo. Cada re-encontro traz a lembrança de como é bom estar perto de nossos queridos.

Já tenho algumas fotos de alguns desses re-encontros, mas ainda não baixei para o computador. Então pronto, já tenho um gancho para o próximo post: as fotos!

Bjs, e até loguinho (pessoalmente, provavelmente)!

Lili

PS: não, não vou comentar nada sobre a Copa do Mundo... ☹