terça-feira, 28 de setembro de 2010

10 minutos: poutine e raclete

Sim, eu deveria estar trabalhando agora. Mas 'tô no intervalo de 10 minutos que eu me dou entre uma análise e outra (para oxigenar a cabeça, esticar as pernas e descansar a vista!).
Aí eu achei essas fotos no meu celular, e resolvi colocar aqui no blog para complementar o post do Canadá.
A foto do poutine ajuda a entender melhor como é essa delícia, e a foto da raclete é para mostrar uma forma diferente de se fazer esse prato. Ao invés de vários pedaços de queijos em diferentes chapinhas, nesse restaurante foi servido um pedação de queijo. Conforme o queijo ia derretendo, a gente se servia com uma espátula/faca como se estivesse pegando um patê cremoso. Mmnhãmi*!!!
*estou com mania de escrever as palavras como se fala... sei lá... uma coisa meio Guimarães Rosa... :-)

Ai... só tenho mais 2 minutos. E faltou esticar as pernas e descansar a vista...
Fui!

domingo, 26 de setembro de 2010

Canadá

OBS: escrevi esse posto ao longo de vários dias, e decidi terminar de escrever logo hoje para publicar de uma vez as fotos da viagem. Então não revisei texto nem para ver se está bom, coerente, nem para ver se tem erros de português ou concordância. Sorry...

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U-A-U. Para variar o tempo está passando muuuito rápido por aqui. Pensei que eu estava com o blog em dia, mas acabei de ver que a última atualização foi há mais de 15 dias. Já tenho um monte de coisas para contar sobre a volta às aulas, mas antes quero contar um pouco sobre a viagem para o Canadá.

Para quem não sabe, Ann Arbor está a menos de 60km* de distância do Canadá, então decidimos aproveitar o final das férias de verão para conhecer melhor nosso vizinho.

* considerando que cruzamos a fronteira em Windsor, cidade que faz divisa com Detroit.

A primeira dica de que cruzamos a fronteira (além da alfândega), é ver as placas no sistema métrico. Ai, que delícia ver kilômetros ao invés de milhas (mesmo o kilômetro sendo “mais longe que milha”, ainda assim prefiro!).

Partimos de Ann Arbor no dia 17 de agosto e seguimos para Kitchener/Ontário. A razão dessa parada em Kitchener foi mais do que especial: visitar a Carolzinha e o Mike!

Foi fantástico reencontrá-la e conhecer a casa deliciosa na cidade deliciosa com a cachorrinha mais deliciosa desse mundo (Lola!). Além de colocar o papo em dia, Carol e Mike nos apresentaram a região, e fizemos programas fantásticos:

- Niagara Falls: impressionante aquela queda d’água monstruosa quase no meio da cidade!!! Acho que isso foi o que mais me impressionou. Você vai dirigindo seguindo as plaquinhas para Niagara e até que: PUFT... TCHÃN-NÃNS: lá está aquela fumaceira saindo das cataratas. A rua com a cidade do lado direito, uma gradinha e as cataratas do lado esquerdo. Simples assim! A cor da água é de um azul-esverdeado lindo, hipnotizante.

Eu nunca foi a Foz do Iguaçu (que vergonha), então não posso fazer comparações. O Bruno disse que a água de Foz do Iguaçu não é tão cristalina quanto em Niágara, mas que a geografia, no geral, é mais bonita. Só posso dizer que eu preciso visitar a Cataratas brasileiras...

- Niagara-on-the-Lake: bem próxima das cataratas fica essa cidadezinha charmozíssima. Lembra muito Saugatuck, em Michigan, mas com mais parques, mais flores e mais turistas!

- Visita a vinícola: a região de Niagara possui muitas vinícolas, e visitamos uma que fica na beira do lago, linda. O mais legal desse passeio foi que o pacote de visita incluía uma cesta com sanduichinho gourmet, salada, sobremesa, vinho e copos para fazer piquenique. Então depois do tour fomos para a beira do lago, estendemos um cobertor na grama e sentamos para fazer um piquenique regado a vinho e delicioso bate-papo. Só faltou a Lola!

- Cambridge and Paris: não, não fomos para Inglaterra nem para França. Essa são cidades próximas de Kitchener e que são muito charmosas e únicas. Paris, especialmente. Fica na beira do Grand River e tem uma ruazinha principal com inúmeros shops beirando o rio. Uma gracinha!

- Toronto: interessante, acho essa a palavra para Toronto. Como várias pessoas já tinham me dito, não é uma cidade muito turística, mas é uma cidade grande interessante. Tem um museu muito legal (a parte nova da Galeria de Arte de Toronto reproduz o interior de um caso de navio!), a bela área na beira do lago Ontario, a originalidade do Distillery Discrit (que é uma área que possuía fábricas antigas que foram transformadas em lojas, restaurantes e cafés) e um astral de cidade grande moderna, liberal, descontraída. Ah, tem trânsito, muuuuito trânsito na cidade!

- Em Kitchener fizemos um programa delicioso que foi andar de canoa pelo Grand River. Uma paaaaz...

Depois dessa primeira parada, fomos para Montreal. Mas como Montreal é mais longe (uns 650 km), paramos no meio do caminho em Kingston. Uma cidade que fica na metade do caminho, e no começo do Rio São Lourenço (que é um dos principais rios do Canadá, por ser uma rota para o Oceano Atlântico).

Chegamos em Montreal (que mais parece se chamar “Monrrêáll”) no dia 22, e fomos conhecer as redondezas perto do hotel (que felizmente era muitíssimo bem localizado!).

Aproveitamos para já experimentar um dos pratos mais típicos do Canadá francês: poutine. Uma bomba calórica deliciosa feita de batata-frita+queijo+gravy (um molho que lembra vagamente molho madeira).

O que mais gostamos de Montreal foi um bairro chamado Platêau-Mont-Royal, que eu diria que é a Vila Madalena da cidade. É um bairro colorido, descontraído, pouco turístico, cheio de imigrantes portugueses (comemos bolinho de bacalhau!).

O resto da cidade é interessante. Mas só.

Ah, por curiosidade, jantamos em um restaurante chamado O-Noir, cujo diferencial não é exatamente a comida, mas sim a experiência de se comer no ESCURO. E não é com venda no olho não, é na escuridão total mesmo. Todos os garçons são cegos, e nos guiam até a mesa. Há a opção de se escolher o prato antes de entrar (eu escolhi), ou você pode escolher o prato surpresa (o Bruno escolheu). Ai... essa experiência merece um post só para ela...

Depois de 3 dias explorando a cidade fomos para Québec City (ou Ville-de-Québec!).

Demos um pouco de azar porque pegamos um tempinho chuvoso nos primeiros dois dias. Mas felizmente tivemos um dia de sol para poder rever toda a cidade e se encantar um pouco mais pela cidade.

Québec tem muita história e uma arquitetura toda charmosa, o que é muito legal. Mas ao mesmo tempo é muito inundada de turistas (nós, inclusive!), o que achei que tirou um pouco do charme da cidade. Até mesmo um dos principais pontos turísticos da cidade é um hotel (Chatêau Frontenac, lindo, mas é um hotel!).

Lá comemos a melhor raclete de todos os tempos (valeu pela dica, Jussara!!!).

Dia 28 chegamos em Ottawa, capital do Canadá e basicamente a única cidade verdadeiramente bilíngüe (pelo menos essa foi a impressão que tivemos!).

Ottawa foi uma surpresa deliciosa que tivemos. O Parlamento, os museus (por dentro e por fora), o Rideau-Canal... fantástico!

Uma das melhores coisas que fizemos lá foi alugar uma bicicleta e passar o dia pedalando. Acho que pedalamos uns 30 kilômetros, descobrindo vistas lindas do parlamento e cantinhos interessantes da cidade.

A outra melhor coisa foi assistir a um show de luzes e musica ao ar livre. É um filme de 30 minutos projetado no prédio do Parlamento, contando a história do Canadá. Embasbacador (tive que inventar uma palavra para tentar descrever a genialidade desse espetáculo)!!!

Dia 31 pegamos o caminho de volta pra casa. Paramos em Kitchener de novo para dar mais um abraço na Carol e no Mike, e no dia 01 voltamos para Ann Arbor para recomeçar a 2a temporada do MBA.

Se eu precisasse resumir a experiência no Canadá, humm... difícil. Acho que não encontramos nada muito único e proprietário no país. É como se cada canto fosse uma colagem de alguma outra cultura e que, provavelmente por falta de tempo, ainda não se misturaram por completo. Percebe-se um esforço grande de reafirmação (e até mesmo de construção) da própria nacionalidade, com muitíssimas bandeiras espalhadas por todo o canto, mas às vezes ainda temos a impressão de estar nos Estados Unidos, ou em alguma cidade européia. Acho que é por isso que os artistas canadenses pintaram tanto a natureza* (é o que é dos canadenses e ninguém tasca!). Enfim, não sei. Acho que a melhor forma de entender mais o Canadá é indo para lá mesmo. E, definitivamente, a visita valerá a pena!

*Carol, obrigada pela aula no museu!

Bom, acho que é isso. Agora posso colocar as fotos (estão na janela lateral do blog)!

Bjs e até o próximo post!

Lili

sábado, 11 de setembro de 2010

Feliz ano novo!

Chegamos aqui nos EUA dia 15 de Agosto em clima de ano novo: com muito entusiasmo, sensação de renovação, lista de resoluções, verão... Até parece estranho sentir toda essa energia agora, em pleno Agosto/Setembro, mas aqui no hemisfério norte é assim mesmo. Até porque a virada de um ano para outro por aqui não traz nada de novo, afinal, depois dos 15 dias de folga para as festas, todo mundo volta para a mesma sala de aula e mesmos compromissos. E acho que o frio congelante (que geralmente fica ainda pior depois do dia 01 de janeiro) faz com que o astral de comemoração e renovação dê espaço para um ambiente mais reflexivo e introspectivo.

Ano novo ou novo ano velho... enfim, não importa. Divagações à parte, acho que o fato de sabermos que esse é o último ano dessa experiência maravilhosa aqui em Ann Arbor faz com que a gente sinta uma urgência ainda maior de aproveitar cada minuto por aqui.

Por exemplo, uma das minhas resoluções para esse "ano novo" era resolver aquela janelinha com fotos que ficava aqui no blog (desde que eu troquei de computador não estava conseguindo atualizá-la). Pois bem: resolução cumprida! :-)

Finalmente consegui recolocar o 'slideshow' aqui no blog, o que será fundamental para mostrar as fotos do Canadá. São taaantas, que daria um trabalhão selecionar as melhores para colocar aqui. E enquanto eu não termino de escrever sobre a viagem, resolvi colocar as fotos que tirei ao longo do ano para registrar a mudança das estações por aqui, assim não estrago a surpresa sobre o que fizemos no terra do maple (lê-se 'mêipul' = aquela árvore com a folha símbolo do país)!

No(s) próximo(s) post(s) conto os detalhes dessa viagem!

Bjos,
Lili

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Resumo do "summer" no Brasil

Já estamos de volta à Ann Arbor. Mas antes de contar nossas aventuras por aqui desde que chegamos (dia 15/agosto), preciso cumprir o prometido e postar algumas fotos das nossas "férias de verão" no inverno do Brasil.

Antes de colocar as fotos aqui, acho que nossa estada no Brasil merece mais um post. Mas como estou ansiosa para escrever sobre nossa viagem para o Canadá, vou fazer um resuminho “à La Bruno” (ou seja, em ‘bullet points’ ou em ‘tópicos’):

- foi ótimo reencontrar amigas/os queridas/os e colocar o papo em dia. Eu fiquei

o muuuito feliz por estar no Brasil para abraçar a Charu quando ela descobriu que estava grávida;

o muuuito feliz por ter conhecido os Rafinhas;

o muuuito feliz por ter conhecido o Fabinho Jr (oops, Eduardinho);

o muuuito feliz por ter conseguido ir ao cinema no meio da tarde com a Ju e com a Mari;

o muuuito feliz por ter almoçado com a Jacy bem no meio da semana;

o muuuito feliz por ter visto a Isabela dentro e fora da barriga da Carol;

o muuuito feliz de ter conhecido a Luiza dentro da Barbara;

o muuuito feliz por ter encontrado os colegas tão queridos da Natura (mesmo que rapidamente);

o muuuito feliz pelo happy hour (e almocinho) na Vila Madá com amigas queridas e dar muitas gargalhadas;

o muuuito feliz por termos ido na festa junina da escola do André;

o e muito feliz também por ter conseguido encontrar nossos amigos de Ann Arbor algumas vezes em SP!

- fiquei triste por não termos podido ir para Monte Verde, e nem conseguido tempo para fazer um churrasquinho na casa da Lu;

- o fato de não termos casa em SP no final foi ótimo. Porque assim estávamos o tempo em todo em família: ou em SP, em Jundiaí, em Carmo de Minas ou no Recife.

- o almoço de dia dos pais em Jundiaí com a família Kemeny-Junqueira-Antunes toda reunida foi simplesmente sensacional (para ficar perfeito, só faltava o Gi com a Jô estarem lá...).

- infelizmente não consegui encontrar a tia Vera, tio Danilo, Diana, Rodrigo, João, Jussara, Tici.... voltei com um vazio... :-(

- felizmente os domingos eram inevitáveis, e junto dos domingos vinham as pizzas de domingo!

- o tempo e a agenda turbulenta de São Paulo inviabilizou outros tantos encontros com pessoas queridas... mas não importa, pq enquanto eu escrevo esse post, penso em todas elas, e sei que enquanto eu estiver por aqui, emails e msgs de Facebook continuarão rolando para manter a amizade viva!

- apesar de não encontrar pessoas queridas, encontrei algo terrivelmente abominável: o trânsito de São Paulo. Argh... não queria ter lembrado dele, assim como não queria ter lembrado da violência que paira no ar da cidade (são tantas as grades pelas ruas...).

- andando pelas ruas da cidade lembrei de uma coisa que eu sempre gostei (mas tinha esquecido que gostava), e que não tem por aqui (pelo menos não nas cidades que eu conheço): banca de jornal. Ô coisa boa que é uma banquinha de jornal na calçada, né?!

Bom, com certeza tem mais um monte de coisas sobre as quais eu poderia ter escrito. Mas vou deixar para uma próxima. Eu quero começar a escrever logo o post contando sobre a viagem do Canadá antes de a memória “esfrie”!

E finalmente... as fotos (totalmente SEM ordem lógica ou cronológica!)!!! Colocarei só algumas, resumindo um pouco do que fizemos e quem encontramos em terras brasileiras

(obs: não tirei nenhuma foto com a vovó Terezinha... então fica aqui registrado que nós fomos para o Carmo e aproveitamos cada minuto por lá! Desde a visita ao Pouso Alegre até a degustação da farofa de-li-ci-o-sa. Falando na farofa... mãe, você pode me passar aquela receita da vovó, please?! Dá para fazer aquela farofa amarelinha com a farinha que eu trouxe?!).



Bjs e até o próximo post (com as notícias e fotos do Canadá!),

Lili

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil-il-il

Eu queria que esse blog tivesse pelo menos uma atualização por mês. Mas, claramente, o mês de Junho passou mais rápido do que o previsto e, depois de tantos imprevistos, o mês passou.

Eu pensei em tentar boicotar o sistema aqui do blog para colocar um post retroativo, só para constar um texto no passado mês de Junho. Mas não... não adianta perder meu tempo tentando fingir que eu consegui administrar a passagem do tempo.

O tempo passou mesmo, e eu não parei para escrever e contar aqui o que a maioria de vocês já sabem: o que andamos fazendo aqui no Brasil!

Para os que não sabem, segue um resumo:

Bruno trabalha. Desde o dia 17 de maio ele trabalha enlouquecidamente.

Eu trabalhei. Do dia 7 de junho ao 28 de junho trabalhei enlouquecidamente.

Basicamente isso!

Entre um e outro intervalo, tentamos encaixar encontros com a família, com amigos daqui do Brasil, com amigos de Ann Arbor que estão no Brasil, com colegas de trabalho....

Confesso que está bem difícil administrar o tempo. A sensação constante é de estar devendo. Devendo visitas, encontros, presença.

Mas é assim mesmo. Acho que esse sentimento de “dever estar mais com todo mundo” é, no fundo, um imenso “querer estar” mais com todo mundo. Cada re-encontro traz a lembrança de como é bom estar perto de nossos queridos.

Já tenho algumas fotos de alguns desses re-encontros, mas ainda não baixei para o computador. Então pronto, já tenho um gancho para o próximo post: as fotos!

Bjs, e até loguinho (pessoalmente, provavelmente)!

Lili

PS: não, não vou comentar nada sobre a Copa do Mundo... ☹

sábado, 29 de maio de 2010

Presa no aeroporto... Louca de saudade...

OBS: esse post é um desabafo de uma pessoa encurralada em um aeroporto, sendo pessimamente atendida e desesperadamente ansiosa para rever a querida família e amado esposo!

Lembro que quando estava no Brasil era muito comum ficar reclamando das companhias aéreas, dos atrasos, do mal atendimento... olha... a Delta ultrapassa TODAS as empresas aéreas brasileiras em termos de maus serviços e péssimo atendimento.

Apesar de eu ter chegado aqui no aeroporto com tempo suficiente de embarcar em um vôo mais cedo para Atlanta, todos os atendentes com quem conversei me disseram que eu não poderia mudar meu vôo. Mesmo que eu pagasse os US$50.00, ainda assim não seria possível, pois a minha bagagem já tinha sido despachada, e aparentemente eles não permitem que nenhuma bagagem viaje “desacompanhada”, pois pode ser uma bomba! Enfim, só sei que quando cheguei no balcão do meu vôo e vi que estava atrasado, o que eu ouvi do atendente foi: “porque você não pegou o vôo das 5:40?”. GRRR.

Então o senhorzinho do atendimento me recomendou voltar para casa e pegar o avião do dia seguinte, mesmo eu tenho ressaltado a importância de estar em SP no sábado. Quando pedi um vale para pagar o taxi, pelo menos, ele riu e disse que ele não podia emitir e que eu deveria solicitar isso em outro balcão de atendimento. GRRRRRRR.

Pois bem, depois que eu fui nesse outro balcão de atendimento, a senhorinha que me atendeu fez uma cara de desprezo tão grande, mas tãããããão grande, que percebi que era melhor eu ir para Atlanta hoje mesmo. Afinal, se eu voltasse para pegar o vôo de amanhã eu correria o mesmo risco (mau tempo em Atlanta e vôo atrasado e blablabla). GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR.

Apesar de eu estar profundamente, mas profundamente meeeeesmo sentida por perder a festa de aniversário do Bruno, o péssimo atendimento prestado pela Delta conseguiu tornar essa sensação de perda ainda maior.

...5 horas (e muuuuitas lágrimas) depois...

Cá estou eu no aeroporto de Atlanta, o vôo finalmente saiu de Detroit. Cheguei por volta das 11pm e, confesso que, quando o avião pousou, eu ainda guardava uma certa esperança de pegar o vôo para São Paulo. A esperança morreu quando corri para o painel de informações e vi que o vôo já tinha partido.

Chorei mais um pouco, respirei fundo e fui enfrentar a fila para pegar o meu voucher de reagendamento de vôo (eu estava certa que embarcaria no mesmo vôo do sábado, como o Bruno). Doce ilusão... quando chegou minha vez, e meu novo bilhete foi emitido, o roteiro disponível era: Atlanta -> Washington -> New York -> São Paulo. Uff... não... eu não queria correr o risco de perder mais uma conexão (Wash/NY), e lá fui eu para o telefone tentar negociar essa viagem. Mais de uma hora depois pendurada no telefone, não... não foi possível. Esse é um final de semana prolongado, e todos os vôos estão aparentemente lotados (não, a possibilidade de me passar para outra companhia aérea simplesmente não existe).

Pois bem, como quero demais estar no Brasil domingo, fui para a fila pegar o voucher do hotel para essa noite e arriscar, amanhã, fazer a maratona Wash/NY/SP.

Chorei mais um pouquinho e fui para a fila do “Customer Service”. Giganteeeeeeeesca. Mas vamos lá, respeirei fundo, chorei ainda mais um pouquinho e fiquei lá, de pé. Afinal, para onde mais eu poderia ir?! Meu primeiro vôo de amanhã só sairá às 3:20pm mesmo.

Bom, estava eu lá na fila, plácida e controlada, faltavam mais ou menos umas 100 pessoas para chegar minha vez de ser atendida, então passou uma funcionária da Delta anunciando que os quartos de hotel na cidade estavam esgotados. Yep... sim, esgotados. Now what? Ué, cada um com seus problemas...

A companhia não demonstrou, em nenhum momento, constrangimento ou pesar. O que eu ouvi sempre foi um frio “sorry” e até um “I don’t care”!

Agora eu estou aqui, sentada no chão do aeroporto (são 2:20am nesse exato momento), porque todas as poltronas e cadeiras estão ocupadas, e eu ainda não posso entrar na área de embarque porque meu vôo é só à tarde.

Ainda não vou dizer que tudo deu errado porque ainda tenho que enfrentar 2 vôos amanhã antes de embarcar para São Paulo. Uma das conexões é bem justa, então ainda existe a possibilidade de eu perder o vôo para NYC. Não quero pensar no pior, mas quero estar preparada para qualquer outra surpresa, porque não agüento mais chorar a cada decepção...

Bom, segue o meu roteiro para amanhã (pelo menos por enquanto):

Origem -> Destino: hora de saída -> hora de chegada (#vôo)

Atlanta -> Washington: 3:20pm -> 5:10pm (vôo DL 2038)

Washington -> New York: 5:55pm -> 7:30pm (vôo DL 6736)

New York -> São Paulo: 10:10pm -> 9:15am (vôo DL 121)

Espero que a próxima atualização sobre meu status de vôo seja feita pessoalmente, domingo de manhã.


Bjs,

Lili

PS: Desculpem o peso desse post, mas eu precisava mesmo desabafar aqui...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Últimas horas em AA

Eu comecei a escrever este post de dentro do ônibus Chicago-Ann Arbor. Eu sabia que se eu não aproveitasse as 4 horas no ônibus, eu provavelmente não conseguiria atualizar o blog antes de voltar para o Brasil. Enfim, eu tentei... mas fiquei enjoada no ônibus... e não consegui escrever muito. Então vou deixar aqui o pouquinho do que eu escrevi “em trânsito”, e um resumo dos nossos próximos passos:

O Bruno já está em São Paulo desde o dia 16 (ele começou a trabalhar – muito – dia 17, para quem não sabe). E eu fiquei aqui, curtindo o quase verão mais um pouquinho!

Brincadeirinha!!! Estou morrendo de saudade do Brasil, doida para rever todo mundo! Mas resolvi ficar mais um pouco aqui para fazer um curso de Branding (marcas) que já queria fazer faz tempo.

Então desde que o Bruno foi para SP eu fiquei em função de me preparar para o curso (apesar do curso ser rápido, a universidade manda um moooonte de material para ser lido antes das aulas). Entre uma leitura e outra eu aproveitei para conhecer mais um outlet aqui nas redondezas, passear no condomínio com os poucos amigos que ainda estavam em Ann Arbor e resolver pequenas questões burocráticas relacionadas com nossa curta temporada no Brasil (suspensão de serviços de internet, telefone, correio....).

O tempo essas duas últimas semanas aqui está delicioso, com muito sol e calor (termômetro já bateu os 30˚), e tratamos de aproveitar esse tempo bom com churrascos e jantares. Tem até um vídeozinho de um dos churrascos (http://www.youtube.com/watch?v=BTAQqNaRbFk). Depois eu coloco as últimas fotos que tirei aqui (estou na correria meeesmo).

Daqui a pouco eu vou para o aeroporto, e amanhã cedo (dia 29) já devo estar em São Paulo!

Ficamos no Brasil até dia 14 de agosto, e eu vou manter o blog ativos nos próximos meses (só não garanto a freqüência de 1 post/semana)!

Ui, preciso ir!


Bjao e até loguinho (para dar um bjao pessoalmente!),

Lili

PS: não revisei esse texto, então me perdoem quaisquer erros de escrita ou frases desconexas...